REDAÇÃO: HOMOFOBIA ENRAIZADA

Minha vida se divide entre o corrido último semestre de técnico em Marketing, aulas de Corel Draw, cursinho pré-vestibular e livros. Mas de tudo isso o que realmente sinto prazer em fazer é escrever e ler. Diante disso resolvi compartilhar minhas redações do cursinho, todas já revisadas e acompanhadas por meu Professor Eduardo de Literatura, formado e Pos Graduado na USP. Com tal currículo a exigência é que elaboremos Redações Dissertativas no formado Fuvest. Compartilho apenas pelo ato de amar o que faço: Escrever.

TEMA: União Homoafetiva.

Homofobia enraizada

  A união homoafetiva não é exclusividade apenas da nossa geração, pois a relação homossexual é antiga. Desde anos a.C na Roma Antiga já existia o relacionamento entre seres do mesmo sexo.
  Notamos como o conceito de junção do mesmo sexo é enraizado em nossas cabeças desde cedo. Mesmo quando crianças, ainda construindo nossa personalidade somos isolados de assuntos tabu como: Sexo e relacionamentos gay. A partir dai crescemos com uma opinião embutida e de difícil alteração.
 Como nosso então Deputado Federal Jean Wyllys já citou: ''Mas a nossa hora é essa! Não há ameaça que nos assuste nem nos detenha. Queremos cidadania plena: os mesmos direitos com os mesmos nomes''. Seguindo o raciocínio de que todos, sejam héteros ou homossexuais pagam impostos e possuem os mesmos deveres como cidadãos é de nítida clareza que todos deveriam possuir os mesmos direitos perante a sociedade.
  O movimento gay não exige que o casamento religioso seja liberado, mas sim o civil. Querem os mesmos direitos que casais héteros possuem com a celebração do casamento, tais como: Convênio medico, herança e todos os demais direitos de nossa Constituição.
  Com tudo, a falta de informação e base torna nossa sociedade homofobica e desatualizada. Conclui-se que a relação homoafetiva deve-se além de ser legalizada também respeitada.

Nota mínima: 0
Nota máxima: 10
Minha nota: 8,5

RESENHA: AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL

  Muito se comentou no começo de 2013 sobre o livro As vantagens de ser Invisível, após a tão esperada adaptação cinematográfica. Terminei o livro Quinta-feira e assisti ao filme hoje Dia das mães, isso mesmo bela filha desnaturada kk e ainda encontro-me em êxtase. Segue mais uma resenha de um das MELHORES LEITURAS DO ANO!
  Conhecemos Charlie, um adolescente com vários conflitos internos e questionamentos que assim como todos que já passamos por essa fase, temos o dever de superar. Difícil isso de 'dever de superar’, mas é a realidade, todos passam por isso. Conhecemos Charlie e sua vida por meio de cartas que ele mesmo escreve para uma suposta pessoa que não sabemos quem é. Charlie encontra-se sem amigos e contando os dias para sair do Ensino Médio, até que duas pessoas MARAVILHORAS surgem em seu caminho: Seus novos amigos, Sam e Patrick. E são realmente maravilhosos, pois eles trazem cor à vida de Charlie e conseguem enxergar as qualidades dele, que até então eram invisíveis à maioria das pessoas.
  A narrativa é ótima. Tudo flui tão natural que a partir do momento que as coisas começam a se encaixar e os mistérios passam a ser desvendados eu percebi que estava acabando e isso foi horrível (risos), pois a história não poderia acabar. Tudo aquilo deveria ser Infinito *-*
  Sem dúvidas amei os personagens, as conversas, conflitos, pensamentos... tudo. O filme consegue ser tão prazeroso quê o livro e me emocionei em ambos. Chorei. Uma história que de tão simples, chega a ser tocante.

'' Acho que, se um dia eu tiver filhos e eles ficarem perturbados, não vou dizer a eles que as pessoas passam fome na China nem nada assim, porque isso não mudaria o fato de que eles estão transtornados. E mesmo que alguém esteja muito pior, isso não muda em nada o fato de que você tem o que você tem. É bom e mau''

Trailer do filme:


  O filme conta com atores experientes em adaptações literárias: Emma Watson (Harry Potter), Logan Lerman (Percy Jackson e os Olimpianos) e Ezra Miller (Precisamos falar sobre o Kevin), Nina Dobrev (The Vampire Diaries). E eu sou apaixonada pelos quatro, logico rss!

Uma das melhores leituras de 2013. Recomendo MUITO!

NOTA:  * * * * *

RESENHA: HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO


HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL



Continuo seguindo minha caminhada no mágico mundo de Harry Potter, e mais uma vez não me decepcionei \o/.
  Partindo do principio que estou com 80% do tempo livre para ler e tentar pelo menos diminuir a lista de livros em espera, O Cálice de Fogo foi uma leitura rápida.
  Chorei, chorei e chorei. No quarto livro da série conhecemos o lado negro da magia, pois particularmente até o momento eu estava amando esse mundo e praticamente arrumando minhas malas para Hogwarts (risos). Mas não, depois de o Cálice de Fogo é melhor pensar duas vezes. Harry e seus amigos se deparam com situações inusitadas e muito mistério, mistério este que estará presente o tal lado negro que comentei.
  Apesar das 500 paginas o livro é viciante como todos da série e não obtive nenhuma dificuldade. Dentre os anteriores A Câmara Secreta foi o que 'arrastei' mais a leitura, porém mesmo assim passou longe de ser um livro ruim. Bem longe.
  Conhecemos tantas coisas, como: As maldições imperdoáveis, F.A.L.E e o Torneio Tribruxo. Eu mesma fiquei %$#@ ao perceber como a edição cinematográfica cortou trechos interessantes do livro, tais como personagens, falas e simplesmente ignorou acontecimentos que no mínimo consumiram 2 capítulos. #REVOLTADA
   JK Rowling vai amadurecendo a história aos poucos, passando da fase infantil para adolescente. Harry, assim como seus leitores já não é mais criança e precisa seguir rumo à maturidade. Achei magnífica a maneira como Rowling deu esse passo com sutileza, sem pressa. Uma mudança quase que imperceptível, mas está lá, presente.
  E destaque para as primeiras crises de ciúmes de Rony e Mione (risos). O amor esta no ar, rss. É nítido como ambos já estão apegados um ao outro e como a partir de uma amizade sincera nascerá um amor puro. Amei *-*

“Embora venhamos de lugares diferentes e falemos línguas diferentes. Nossos corações batem como um só.”

- Alvo Dumbledore

Ps: Só quem leu O Cálice de Fogo conhece o F.A.L.E
NOTA: * * * * *  

RESENHA: A HORA DA ESTRELA

  Hoje vou comentar sobre a tão aclamada obra de Clarice Lispector: A hora da estrela. Ultimo livro da autora antes de sua morte.
   Sou fã, admiradora e seguidora de Clarice. Até hoje tive mais contato com seus contos e artigos publicados no jornal, mas minha curiosidade em saber cada vez mais da autora vai além de frases de momento e trechos já batidos no facebook. Queria história, queria 100% de Modernismo em no mínimo 50 paginas. É então que pego: A hora da estrela.
   Conhecemos Macabéa, uma coitada. Podre em condição e espírito, humilde, sonsa, ignorante, etc. São tantos elogios a personagem que, ufa... (risos). Macabéa é tão insossa que o próprio narrador indiretamente Clarice se desculpa inúmeras vezes por estar compartilhando a história conosco.
   Macabéa com certeza desperta amor e ódio. Ora queremos sacudi-la, a ponto que a mesma reaja e perceba o que ocorre ao seu redor. Ora queremos mesmo é que sofra, para que pelo menos assim aprenda. Queria ajudá-la a encontrar seu caminho ou pelo menos uma direção, mas era inútil, Macabéa nasceu para isso: Sofrer.
   Acredito que cada um reage a uma maneira a obras dessa magnitude. Cada um retira uma mensagem e guarda para si, como um pedacinho de aprendizado. A minha interpretação de, A hora da estrela, é que se trata além de uma obra Modernista obviamente, uma obra de reflexão e desabafo. Não um desabafo direto a Sociedade, mas sim da própria Clarice. Ela se esconde atrás de um narrador homem, para que nós, leitores, não nós identifiquemos com seu momento, com seu intimo.
   Com um tapa na cara, Clarice apresenta uma personagem que existe em todos, com suas inseguranças, medos e tolices. Só que diferente de todos, Macabéa não tem vergonha do que é aquilo é ela, sem vírgulas ou mascaras. Verdadeira como é.

Dois trechos:

''Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam. '' pag 39

''As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins, porque o que amadurece plenamente pode apodrecer.'' pag 17


 TRAILER DO FILME:





RECOMENDO!
Leitura de apenas um dia. Vale a pena (:

NOTA: * * * *

RESENHA: A ÚLTIMA CARTA DE AMOR

  Vou começar a resenha falando sobre o design gráfico desse livro. Ao observarmos a capa e toda a diagramação e detalhes contidos é meramente impossível não se encantar e soltar um leve e sutil: OOOWN *-*  hahaha.
   Não conhecia Jojo Moyes, então a escolha de leitura foi meio que um tiro no escuro. Com o tema nitidamente perceptível, romance, era quase que certeza que me apaixonasse pela história. E graças a deus não foi diferente.
   Nele conhecemos Ellie Haworth e Jennifer Stirling, ambas com histórias de vida parecidas, separadas por anos de diferença.
   É Ellie Haworth a primeira personagem a ser apresentada. Jornalista, independente e que possui um caso extraconjugal totalmente apaixonada por John. No desespero de conseguir se reerguer profissionalmente com alguma matéria jornalística inédita, encontra por acaso cartas de amor a muito tempo esquecidas no arquivo do jornal onde trabalha. É a partir daí que a história acontece.
   Jennifer Stirling é a protagonista dessas cartas, juntamente com seu tão apaixonado amante: B. Sim, Jenny é casada e também (igualmente a Ellie) viveu a experiência de um relacionamento extraconjugal. Digo 'viveu', pois isso ocorre na década passada em 1960, aproximadamente.
   Além de todo o romantismo, o grande ápice do livro esta no mistério. Mistério este para descobrirmos junto com Jennifer quem é seu amante. Pois logo na introdução Jenny sofre um acidente de carro, onde esquece tudo, absolutamente tudo. No decorrer da leitura alguns pequenos fragmentos do passado são apresentados. Tudo vai se encaixando aos poucos, sem pressa.
   Aviso que o começo foi bem difícil. A alternância de passado e presente acontece sem avisos e a narrativa é apresentada sob o ponto de vista de vários personagens, nos primeiros capítulos com certeza iram estranhar um pouco, mas depois que você se acostuma à coisa flui. E acredito que seja a partir desse momento que a história literalmente ANDA, e o avanço de páginas fica frenético (risos).
   Não me decepcionei com a leitura. Era na medida certa tudo aquilo que eu esperava. Posso dizer que diferente do que notei em algumas outras resenhas eu fui uma das poucas que não chorei (risos). O livro é digno de emoção, mas chorar não cheguei nem perto. É bem aquele conhecido livro que termino com um: own *-* ... Mas apenas isto!

'' Talvez isso lhe pareça fantasioso. Talvez você estivesse pensando no teatro, ou na crise econômica, ou em comprar cortinas novas. Mas de repente me dei conta, no meio daquela pequena cena de loucura, que ter alguém que nos entenda, que nos deseje, que nos veja como uma versão melhorada de nós mesmos é o presente mais incrível. Mesmo que não estejamos juntos, saber que, para você, eu sou este homem é uma fonte de vida para mim. ''

Recomendo para todos, mas principalmente para os românticos incorrigíveis.

NOTA: * * * *

RESENHA: HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN





DEFINITIVAMENTE, não tenho como argumentar um A ao Prisioneiro de Azkaban. Perfeito demais. Fico perplexa de imaginar como pode existir uma autora tão completa e admirável: JK Rowling, Parabéns!
  Seria ridículo tentar elaborar uma resenha digna. Todos já conhecemos Harry e até a Câmara Secreta eu ainda tinha o que argumentar, mas agora, de frente ao terceiro da série e caminhando ao Cálice de Fogo, assumo minha dificuldade na criação da resenha.
  Harry encontra-se cara a cara com o passado de seu pai (Thiago), e finalmente começa a perceber como é um ótimo bruxo.
  Bem, o livro é o melhor dentre os dois anteriores e com tantas reviravoltas e fatos novos que acabei a leitura agitada. Portanto, madrugada lendo o Prisioneiro de Azkaban é sinônimo de insônia (:
  Parece que não me canso, pois ocorreram novas lagrimas e coração apertado (risos), tudo de uma só vez e sem descanso. Cada virada de página é um novo personagem, historia, descoberta, segredo, etc.
  E me digam: Como não se emocionar com as sabias palavras de Alvo Dumbledore? *-*
  Meu conselho? LEIAM. Mas já! Pra ontem! Agora!

Nota: Certa vez, em uma aula de Psicologia meu professor jogou no ar como Harry Potter é a mais simples tradução de tudo o que vivemos. No momento achei esse comentário mal colocado e sem fundamento, afinal como a vida de HP poderia ser parecida com a nossa?. Mas parando e analisando, é realmente isso. Nesse terceiro da série conhecemos os Dementadores. Gente,  é nitidamente tudo o que vivemos! Desde a energia negativa e seres sem luz e amor, até a mais positiva e pura energia.

''Deixem-no dormir, porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso, deixem que flutue na mais alta nuvem ou que mergulhe no mais profundo oceano''

NOTA: * * * * *

RESENHA: A CULPA É DAS ESTRELAS

Desculpem-me se a resenha não sair muito boa, mas meu humor está péssimo. E de certa forma tudo influencia...

   Estava tão, tão mais TÃO ansiosa por essa leitura. Desde a Bienal do Livro (em seu lançamento) que queria muito a obra de John Green.
   Acredito que tanto entusiasmo e expectativa me prejudicaram. Sei que muitos iram me atirar pedras (risos), mas leve isso apenas como uma pequena e simples opinião.
   Em A culpa é das estrelas, conhecemos Hazel e Gus, ambos com câncer. Os dois se aproximam a partir do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, que ocorre dentro de uma igreja com o intuito de adolescentes com doenças terminais compartilharem suas dores e experiências, para quem sabe se conformarem com suas realidades de vida.
   Sim, o câncer é horrível e atinge grande parte de nossa população, mas Hazel trata isso com tanto pessimismo e má vontade que até o próprio leitor se deprime. Já Gus não, ele é otimista, pra cima e com certeza é esse personagem que coloca um vapor na trama.
   Até o meio do livro a história não me convencia talvez ainda não tenha convencido, rs, mas é quando Hazel e Gus vão a caminho de uma nova aventura que tudo anda. A tal aventura não vale a pena comentar, pois seria spoiler.
   Por fim, o livro é curtinho e quando acabou fiquei meio que: Cadê tudo aquilo?! É aquela sensação de falta, pois até agora, após uma semana do termino da leitura sinto que ainda continua faltando algo (risos).
   Também senti que o apelo do autor para o tema, câncer foi mais uma tentativa de profundidade no enredo. Histórias com doenças envolvidas comovem as pessoas, o sofrimento de alguém com essas condições mexem muito mais do quê apenas um romance entre adolescentes.
   Um livro de altos e baixos. No meu caso mais baixo no desfecho.
   A culpa é do marketing! A Intrínseca sobrecarregou o livro com tanto marketing, para muitos isso funciona, já para outros não. Talvez se eu mesma não me deixasse acreditar tanto em histórias com o comercial tão grande, minha decepção fosse menor.

'' Alguns infinitos são maiores que outros''  - Pag 187.

Recomendo a leitura, mas não crie muitas expectativas. Vá com calma e sem esperar muita coisa, tenho certeza que assim irá se surpreender.

BOA LEITURA

NOTA:  * * *