RESENHA: O PACIFISTA

''É impressionante que todo o mundo esteja disposto a ir a outro país lutar pelos direitos de estrangeiros e, ao mesmo tempo, não dê a mínima para os de seus próprios compatriotas.''

  Já de cara admito, sou fã incondicional de John Boyne. Me apaixonei de cara por O menino do pijama listrado e novamente não me decepcionei. Boyne, trata de assuntos tão pesados e polêmicos, mas ao mesmo tempo com tal delicadeza e sutileza que é como se estivesse descrevendo seu café da manhã. Provavelmente seja meu escritor favorito do gênero: Guerras. Amo histórias antigas relacionadas a 1º/2º Guerra, Estado novo, Hitler. (adoro chorar, rs).
  A capa não é das melhores, mas só pelo nome JOHN BOYNE estar estampado já esclarece muitas perguntas. Lançou algum livro do autor? Nem perca seu tempo lendo a sinopse; Comece a leitura; Se emocione; Chore e o tenha como um dos melhores livros da sua vida. Enrolei tanto só para mostrar que segue a tentativa a resenha de UMA DAS MELHORES LEITURAS DE 2014.
  Após lutar na Primeira Guerra Mundial, Tristan Sadler um ex-soldado resolve tomar coragem e marcar um encontro com Marian Bancroft. Marian é irmã de Will, amigo que Tristan conheceu no treinamento, antes de guerrear contra os alemães no norte da França. Com a intenção de devolver as cartas que ela escreveu ao irmão durante a guerra. Além das cartas, Tristan possui outros assuntos a tratar com Marian, assuntos esses que o atormenta a tempos.
  Tristan relembra o passado, desde a infância até o período da guerra e todos os ensinamentos e conflitos que inevitavelmente teve que passar. O personagem principal vai se descortinando na nossa frente e mostrando como é difícil ir na contramão de assuntos já estabelecidos pela sociedade.
  A narrativa é em primeira pessoa, apresentando a perspectiva de Tristan sobre seu passado e seu presente. Com capítulos intercalados entre 1916 e 1919, com o fim da 1º Guerra Mundial. A principio Marian é odiosa, mas à algumas páginas a frente percebemos como o sofrimento moldou sua personalidade, muito forte por sinal.
  Enfim, o livro é maravilhoso. Obviamente é triste, não seria diferente principalmente pelo pano de fundo que possui, a Guerra. Sei que carregarei a tristeza da história por muito tempo, da mesma maneira que continuo carregando a mensagem de 'O menino do pijama listrado'.

''(...) Duas vezes apaixonado e duas vezes destruído por isso.''

VALE MUITO, MUITO A PENA. RECOMENDADISSIMO!

NOTA:  *  *  *  *  *

RESENHA: A PROBABILIDADE ESTATÍSTICA DO AMOR À PRIMEIRA VISTA

''Será melhor ter alguma coisa e perde-la, ou nunca a ter tido?''

  Terminar o livro. Sorrir. Fecha-lo. Pensar na vida: Melhor sensação do mundo.
  Foi exatamente dessa maneira que fiquei após o termino, é termino, não apenas do livro, mas do meu triangulo amoroso com Hadley e Oliver. Poxa, eles nem sabiam que eu estava lá, mas estava. Queria roubar o fofo do Oliver pro meu mundo, mas ao mesmo tempo me encantei com a linda Hadley e no fundo sabia que a história só seria tão maravilhosa como foi, se realmente eles estivessem em primeiro plano. #SOBREI, rs.
  Tinha tudo para se tornar apenas mais um livro clichê, com frases feitas e final totalmente previsível, tá certo que a historia em um todo é meramente previsível, mas a forma como é passado, o truque de palavras, a simplicidade do casal, tudo, tornou a historia incrível de linda, rs.
  UMA DAS MELHORES LEITURAS DE 2013 é, estou meio atrasadinha na divulgação da resenha. Conhecemos o casal mais fofo e compatível de todos os tempos.
  Hadley estava totalmente desanimada com a ideia de viajar para o outro lado do mundo, apenas para ver com seus próprios olhos seu pai casando com a 'britânica'. Com todo o corre-corre do aeroporto Had perde seu voo, e acaba sendo obrigada a esperar o próximo. Esse próximo voo conta com a presença de Oliver, um garoto misterioso, simpático, educado, atencioso, fofo, inteligente ... ufa. Perfeito, pronto. Conversas sem fim, assuntos em comum, era como se um já possuísse o manual de instruções do outro.
  O final é perfeito, assim como o resto do livro inteiro. Apesar de já saber o final do livro desde o 1º capitulo (no meu caso) não fiquei chateada, pelo contrario, não existia outro final, era para ser aquilo. Simples e fofo.

  Em 24 horas de convívio a vida de ambos dará um giro decisivo. Demonstrando até aos menos românticos eu que o tal 'amor á primeira vista' tem tudo para se tornar o 'verdadeiro amor da sua vida'.

''Leva certo tempo entre a ferroada, a dor e a consciência do que aconteceu''

RECOMENDADISSIMO!

NOTA:  *  *  *  *  *

RESENHA: LONGE DEMAIS

Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do colégio, da cidadezinha pacata. Ser livre, esse era o sonho da protagonista. A semanas de completar o ensino médio é flagrada bêbada, no local mais proibido da cidade junto com seus amigos.
   A fugidinha não deu muito certo e Meg sofre uma punição judicial: Uma semana acompanhando a rotina de um policial. O mais torturante é que a semana em questão é a mesma da viajem de formatura. Agora imagina, isso para a cabeça de um adolescente CHEIO de problemas, é complicado demais -.-
  Meg acompanha o vai e vem da vida profissional de John, um policial novo com passado misterioso. Ambos vão se conhecendo entre um turno e outro. John se sentindo responsável por Meg e a mesma louca para quebrar barreiras entre os dois.
   Novamente, não sei se estou meio saturada de livros adolescentes ou se simplesmente já estou velha para o tema (risos). Sério, pouca coisa me agrada. Não me apeguei a Meg, ao John até que sim, ele é cativante, carinhoso e por vezes muito compreensível com as neuroses da protagonista se fosse eu já teria dado um chute na Meg.
   Percebi também um romance muito forçado. De uma página para outra um já tem pensamentos eróticos com outro, e um capitulo depois descreve tudo como amor, pera...AMOR?. Não senti proximidade nenhuma entre personagem nenhum, nem no grau 'amizade' e muito menos 'paixão'.
   O erro ao meu ver foi esse: RÁPIDO DEMAIS :x
   Fora essas questões de química o livro segue bem a premissa do tema abordado; Conflitos adolescentes, descobertas, medo do novo e imaturidade totalmente tolerável em virtude da idade dos personagens.

''Inclinei-me para chegar mais perto, fingindo examinar os controles da sirene, e tentei cheirá-lo sem fazer muito ruído. Sem sucesso. Ele disse: – Tenho alguns lenços de papel no porta-malas.''
  
  Como sempre falo: Independente de tudo, leiam. Tire suas próprias conclusões. Jennifer Echols é muito elogiada e 'Longe demais' esta muito bem cotado no Skoob :D

BOA LEITURA!

NOTA:  *  *

RESENHA: O LADO BOM DA VIDA

   Pat Peoples, um ex-professor de história com 30 anos, acaba de sair de uma clinica psiquiátrica. Totalmente convencido que esteve por lá apenas alguns meses e a única coisa que se lembra é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um ''tempo separados''.
  Pat não tem noção do complexo e verdadeiro significado de sua estadia no ''lugar ruim''. É um personagem ingênuo e com dificuldade de relacionamento social. Com poucos amigos, uma família pequena e tumultuada, Pat, tenta ser uma pessoa gentil ao invés de ter razão como ele mesmo diz.
  Dentre a tantas pessoas novas na vida do protagonista, conhecemos Tiffany, a mais nova companhia de corrida de Pat. Tiff, também esta passando por um momento difícil e ambos iram compartilhar dores e experiências.
  Odiei o pai de Pat, um homem seco. Não gostei de Nikki, apesar de a conhecermos por descrições de Pat, não gostei da 'apresentação'. Amei o terapeuta de Pat.
  O livro me surpreendeu muito da página 200 em diante. Incomodou-me um pouco a enorme referencia ao futebol americano, esta certo que o esporte ajudou muito o personagem principal em seu relacionamento com sua família, os uniu, porém por vários momentos me esquecia da real premissa do livro de tantos e tantos capítulos voltados para partidas de futebol e jogos no estádio.
  Com todos os altos e baixos de Pat, o amei. De verdade. Acredito que foi justamente a sua ingenuidade e dificuldade de interação, que me encantou tanto. Torci tanto por ele e xinguei todos que o machucaram.
  Não se trata apenas de uma história de amor, mas sim de um exemplo de superação. Pat se reconstrói, se redescobre e você, leitor, se espelha nesta história de vida.

''Caro Deus, sei que seria necessário um milagre para Nikki aparecer amanhã no lugar em que ficamos noivos, mas, para minha sorte, você e eu acreditamos em milagres''.

TRAILER DO FILME:


RECOMENDO!

NOTA:  *   *   *   *

RESENHA: O DIÁRIO DE SUZANA PARA NICOLAS

  Aproximadamente um mês do termino do livro e só agora resolvi fazer a resenha. Isso geralmente ocorre quando gosto muito da história e fico meio que sem palavras para descrevê-lo, o que não foi o caso. Pois é, definitivamente não odiei, mas não morri de amores. De qualquer forma, segue minhas considerações...
  Katie Wilkinson vivia um ótimo momento profissional e amoroso, não se aguentava de tanta felicidade, até que Matt Harrison, seu atual namorado, decide colocar um fim no relacionamento sem maiores explicações. Katie, obviamente desmorona.
  Após um tempo do rompimento, Katie recebe uma encomenda de Matt, um diário. O diário de Suzana para Nicolas, nele Katie encontrara todas as respostas junto com novas perguntas para o comportamento do ex.
  Suzana, uma médica bem sucedida, mãe, casada e apaixonada por Matt, resolve escrever um diário para seu filho Nicolas, com todos os acontecimentos dos primeiros preparativos para maternidade até seu relacionamento com o pai de Nick.
  Conforme Katie avança na leitura do diário, tudo vai se encaixando, apesar das enormes novas duvidas que se criam, tudo é passo a passo esclarecido. Katie se apega as palavras de Suzana e a seu modo de ver a vida.
  O livro é dividido em três pontos de vista: Katie, Diário (Suzana) e Matt Harrison. Com isso conseguimos um panorama completo da história por todos os ângulos.  
  Não me apaixonei pela trama, apesar do final me surpreender de certa forma era uma das possibilidades esperadas desde o começo da leitura. Isso não é spoiler, Patterson nos apresenta possíveis finais para o livro durante a leitura, se destacando apenas por um detalhe...
  Por fim, sei que se trata de ficção e tudo nela é ilusório, mas odiei o fato de todos-TODOS os personagens serem nada menos que perfeitos; Generosos, lindos, ricos, humanos e ainda por cima casais exemplares, com amor, carinho, compreensão... Poxa isso não existe, clichê demais. Talvez seja esse detalhe do perfeito demais que me desagradou, porque em um todo o desenrolar da trama foi bem construído e o final apesar de triste e de ter deixado meu coração em pedacinhos, também não me decepcionou.

  Ta ai um livro clichê estilo Nicholas Sparks, só que com traços de escrita particulares de James Patterson.

"Preciso avisá-la, porém, de que algumas partes provavelmente serão difíceis de suportar. Nunca planejei me apaixonar por você, mas me apaixonei."

Acima de qualquer comentário: LEIA!

NOTA: *  *  *

RESENHA: HARRY POTTER A AS RELÍQUIAS DA MORTE/ DESFECHO DA SÉRIE

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL







''Não tenha pena dos mortos, tenha pena dos vivos e acima de tudo daqueles que vivem sem amor'‘.

ACABOU! :(

Pensei em colocar na resenha minha opinião sobre o ultimo livro da série, assim como fiz com os anteriores, mas achei mais propício comentar sobre a série em um todo. O desfecho.
Harry Potter é meu clássico particular. Aprendi tanto, mas tanto. Desde o 1º capitulo da Pedra Filosofal com o titulo ''O menino que sobreviveu'', não consegui arrancar essa magia da cabeça. Todos os personagens, conflitos, livros, filmes... tudo se tornou um só: Meu mundo alternativo. Minha série favorita, meus protagonistas favoritos Harry, Mione e Rony.
Perdi as contas de quantas vezes chorei, ri me emocionei e passei vergonha derramando lágrimas enquanto lia em público, rs. As inúmeras vezes que xinguei Snape e desejei que morresse antes do próximo livro começar. Desprezei com todas as forças Malfoy e seu grupinho estúpido. Lembro também quando joguei o livro pro lado no momento em que Dolores Umbridge castigou Harry. Sentia um aberto no coração todas as vezes que Harry era maltratado pelos tios. Queria abraçar e nunca mais soltar o Doby, sempre que defendia seus amigos como se fossem irmãos de sangue, ou até mesmo Hagrid, tão grande e tão sensível ao mesmo tempo. Dumbledore, nosso melhor professor. A família Weasley é aquela que sonhamos ter. Quis gritar 'eu te amo' para Sírius e quase desidratei de tanto chorar quando ele se foi. Sem contar a vontade de soltar um grande "Avada Kedavra" no Voldemort.
Tudo tão grandioso, intenso, se torna tão imensamente real para quem lê.
Nenhum dos sete livros deixou a desejar. Cada capitulo valeu a pena mesmo com seus altos e baixos, nada foi menos que INCRÍVEL. Tanto que qualquer elogio será pequeno comparado ao tamanho da obra e inteligência de Rowling.


- HOGWARTS SEMPRE EXISTIRÁ PARA AQUELES QUE PRECISAREM DELA!


NOTA: * * * * *
NOTA: 10 PARA O FECHAMENTO DA SÉRIE!

RESENHA: POR ISSO A GENTE ACABOU

  Mais um livro que chego a ultima página com um sonoro: ownnnn, rs.
  Por isso a gente acabou, é aquele tema já batido e conhecido por todos: dois adolescentes apaixonados que estão no auge do ensino médio com seus grupinhos separados entre populares e não populares. Clichê! Porém o que diferencia essa história de outras e a destaca tanto é a forma como um assunto já corriqueiro é abordado. Percebe-se como a roupagem do tema faz toda diferença.
  Min Green, uma garota fofo, linda, inteligente... Sério, amei. Uma garota 'das artes'. Apesar de muito jovem e ingênua é cativante. Com seus pés, ora no chão, ora nas nuvens. Identifiquei-me com a personalidade da Min, e até mesmo com seu dedo pobre para escolher certos namorados (risos).
  Ed Slaterton, vulgo... Ex. Popular, meio fútil e a grande desilusão amorosa de Min. Ed conseguiu me deixar em duvida ate o ultimo capitulo, não sabia se simpatizava ou não; Com o pé atrás. Mas no final ele mesmo resolveu as coisas por mim :x
  Nada do que mencionei chega perto de spoiler. Começamos a leitura já conscientes do termino do namoro de Min e Ed. A grande sacada é o motivo desse rompimento, lemos e grudamos no livro para entender o que houve.
  Min coloca em uma caixa todos os objetos que de alguma forma lembram Ed. Coisas bobas e baratas, mas com valor sentimental. E junto da valiosa caixa de recordações coloca uma carta mais pra diário, onde mostra para Ed o porque de cada coisinha, cada momento, cada decepção.

"Estou contando por que a gente acabou Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais"

  Não se trata de nenhum tipo de livro que mudara a sua vida, mas é lindo. Simples e comum... Lindo.

NOTA:  *  *  *  *