RESENHA: HOUSE OF CARDS - 1º TEMPORADA

   O deputado Francis Underwood chegou para alterar o cenário. House of cards, o seriado que tem Kevin Spacey como astro principal, é a primeira e certeira investida do Netflix. O conhecido provedor de acesso online a filmes e séries do mundo inteiro, fechou negócio milionário com a Media Rights Capital, para possuir exclusividade sob a série politica. Deixando para trás concorrentes como a HBO e AMC, oferecendo uma bagatela de aproximadamente US$ 100 milhões.
   Baseada em uma adaptação do romance britânico de Michael Dobbs, House of Cards adquiriu seu próprio valor, mesmo tratando-se de algo já explorado em minisséries anteriores, não perdeu seu mérito e credibilidade.
   A série produzida por Beau Willimon retrata a vida e o desenrolar do ambiente profissional de um deputado ambicioso. No cargo de líder do partido Democrata, Francis, almeja o posto de Secretário de Estado. Entretanto, os planos não saem como esperado e Underwood não alcança seu objetivo. Sentindo-se traido por alguns de seus companheiros, resolve chegar ao cargo atraves de suas proprias artimalhas. Eis que a historia começa.
   O protagonista nada ingenuo, aos poucos conquista novos aliados. Sendo a jornalista Zoe Barnes (Kate Mara) e Peter Russo (Corey Stoll) as grandes peças chaves da trama. Zoe é uma reporter com ansia de crescimento no jornal onde trabalha, se junta a Underwood para adquirir furos de primeira mão, mas o que inicialmente não sabia era que o deputado fornecia apenas informações que o beneficiasse indiretamente. E Russo tenta superar seus conflitos internos e familiares em consequencia de seu envolvimente com drogas e álcool. Em nitido momento de fragilidade, acaba enxergando em Francis uma possivel ajuda.
   Mesmo criando laços com novos personagens, Frank continua cultivando seus antigos companheiros. Claire Underwood (Robin Wright) sua esposa, possui as mesmas caracteristicas de ambição e poder. Apoia seu marido em várias ocasioes, deixando claro sua personalidade.
   O desenvolvimento dos personangens e seus problemas diarios ocorre dentro do Senado. Há cenas fora desse ambiente, mas o contexto todo se constroi  em virtude de assuntos politicos e economicos. Percebe-se desta forma, o real clima que perdura sob locais desse seguimento. Mesmo tratando-se de um drama internacional na Casa Branca, é possivel enxergar as semelhanças latentes no Congresso. O seriado, de mera ficção, retrata o perfil de diverços politicos, algo que apenas muda de idioma, mas os interesses finais são iguais. Dinheiro e Poder.
   Kevin Spacey interpreta Francis no melhor estilo sarcástico e ganancioso. Uma das características mais comentadas entre os espectadores é a conhecida técnica de “quebrar a quarta parede” no qual, o personagem abandona temporariamente seu posto de mero ator e interage com seu maior critico: o público. Essa ferramenta aproxima ambos, tornando o receptor parte da história.
   Parte dessa técnica influencia na imagem que o público interpreta de Underwood. O odiado deputado passa de vilão a “mocinho” a cada novo episodio, pois, ao estabelecer contato com o telespectador adquire empatia do mesmo, tornando-se um excelente anti-héroi.  Essa jogada de interpretação adotada pelos produtores da série funciona muito bem, até mesmo porque, um personagem tão diferente e ao mesmo tempo tão semelhante a tantos outros, merecia uma plateia de peso.

NOTA: * * * *

RESENHA: A SOMBRA DO VENTO

  Zafón e sua amada Barcelona, cenário de suas obras, apresenta a história de Daniel Sempere. Mas que a vida do personagem, conhecemos o fascinante Cemitério dos livros esquecidos, que também esta presente nos dois livros da serie, que são: O jogo do anjo e O prisioneiro do céu.
   Ao acordar na madrugada, Daniel sente-se desolado e aos prantos confessa a seu pai que não consegue mais recordar o rosto de sua mãe já morta. Para consola-lo, seu pai o leva ao Cemitério dos livros, um lugar escondido e secreto. Com a promessa de não contar a ninguém sobre aquele fantástico local, Daniel escolhe um livro esquecido e o leva para casa.
    Fascinado com a magia da historia do livro “A Sombra do Vento”, decide investigar sobre o autor e sua história. A cada nova pista, percebe que aquele pequeno mundo descrito nos trechos de seu livro preferido escondesse um mistério. Com a ajuda de seus amigos tentara desvendá-la.
    Contando, com o período conturbado da Guerra Civil Espanhola e a junção do Governo Militar, no qual a população respirava momentos de tensão, o autor, acrescentou nuances góticos e mistérios ao estilo de Edgar Allan Poe e leves pitadas de romance ao melhor modelo de Victor Hugo, em uma fria Europa do século XX.
    Logo no primeiro capitulo os amantes de literatura irão se identificar. Um livro que conta a estória de outros livros, só poderia render longas horas de leitura. Contando com vários personagens e linhas do tempo lineares, o leitor adquire um panorama quase que completo do enredo descrito por Zafón. Em sua grande maioria, apresentado em primeira pessoa, Daniel se descobre e amadurece junto com o público.
    A escrita do autor é daquelas que a cada linha, verso, adjetivo dá a impressão de ter sido meticulosamente escolhida. É poesia em prosa. A inteligência de Zafón é notável a cada construção de capitulo, com personagens instigantes e reais.
    Ao decorrer dos capítulos o apego aos interpretes dessa profunda caminhada literária, torna-se inevitável. O jogo de palavras introduzidas pelo autor é ambiciosa e certeira. O leitor aos poucos se desapega dos verbos e preposições, deixando de lado a arte da leitura. Assume o papel de telespectador, transformando as letras em espaços reais, enxergando personagens, ambientes e cenas. Adquirindo o prazer de uma leitura assistida.

“- Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espirito cresce e a pessoa se fortalece (...). Quando uma biblioteca desaparece, quando uma livraria fecha as suas portas, nós, guardiões, garantimos que ele volte para cá. (...). Na verdade os livros não tem dono.”

NOTA: * * * * *

RESENHA: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

   Ensaio sobre a cegueira é um romance de José Saramago, escrito em 1995, que posteriormente recebeu o prêmio Nobel da Literatura em 1998.

    Nunca havia lido nada do Saramago, até pelo valor da obra que é c a r í s s i m o, rs. Mas tive a oportunidade de ler emprestado e aqui estou...
    Vou começar a resenha com uma definição do próprio autor:
    "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo."
   Já deu para imaginar a tensão embutida na trama ? Pois é, adianto que não se trata de cada absurdamente sentimental, que arrancara lágrimas. Definitivamente não. Eis uma obra de apelo reflexivo, com aspectos apreensivos e agonizantes.
    Ensaio sobre a Cegueira divide opiniões. Uns amam, outros detestam. As principais características que tornam esse livro um misto de amor e ódio, vem por parte, pelo tipo de escrita adotada pelo autor e outra pela oposição.

 Escrita: Ele mistura discurso direto com o indireto, dispensando recursos como parágrafo, travessão e aspas. O discurso direto fica entre vírgulas e para não confundir o leitor ele usa letras maiúsculas para diferenciá-lo do indireto. Em primeiro momento causa-se uma estranheza, mas, sem duvidas a leitura melhora conforme vamos nos acostumando com o 'diferente'.
    Ahh, além da escrita sem pontuação, Saramago nos afasta dos personagens, por não identifica-los por seus nomes. Conhecemos os percursores da trama, através de adjetivos selecionados pelo autor. Talvez, seja esse o pequeno detalhe que distancie o leitor da estória e faz com que a emoção não se sobressalte em lagrimas e sim, na indignação e garganta travada.
Oposição: Saramago era comunista, portanto, para os defensores do capitalismo suas obras nada mais são que apologia ao sistema comunista. Não possuo excelência no tema, e dificilmente consigo identificar mensagens "subliminares" em obras de ficção, porém, segundo estudiosos (e capitalistas), as obras do autor contam com apelos ao capitalismo, neoliberalismo e comunismo disfarçados na forma de alegorias.

Quanto a premissa:
    Em uma cidade sem nome, num farol qualquer. Um homem no volante, aguardando o sinal verde, perde a visão. No ápice do desespero, grita e pede socorro sem saber a quem, pois não enxerga nada ao redor. Surge nesse momento o primeiro paciente - doente da nova cegueira. Essa doença que posteriormente se tornará uma pandemia, não possui explicação para ser, pois, médico nenhum encontra respostas para a epidemia crescente, com isso, não se descobre prevenção e tão pouco tratamento.
     A forma que o Governo encontrou de minimizar o "contagio" foi isolando os infectados.
     A principal questão é que a doença se propaga a cada dia e as condições sociais e humanas tornam-se precárias. Dessa forma observamos a que nível podemos chegar em busca de sobrevivência. Como o a moral se confunde com a ética e a maneira como cada individuo reage a situações de pressão.
    O psicológico dos personagens também é pauta. Uns lutam pela vida e pelo bem comum, enquanto outros tropeçam e correm por cima de seus semelhantes.

   Esse é um daqueles livros que permanecerá na melhoria por muitos e muitos anos. Novas historias surgiram, mas a mensagem de Ensaio sobre a cegueira continuara perturbadoramente intacta. Até porque, quando Saramago escreve, o universo se dobra a ele.

"(...) Sentiu-se infeliz, desgraçado, amparando as calças que roçavam no chão nojento, cego, cego, cego, e, sem poder dominar-se, começou a chorar silenciosamente. (...) sabia que estava sujo, sujo como não se lembrava de ter estado alguma vez na vida. Há muitas maneiras de tornar-se um animal, pensou, esta é só a primeira delas."
 
NOTA: * * * *

RESENHA: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

"Quatro pernas bom, duas pernas ruim"

     QUE LIVRO SENSACIONAL! :O
     Obras dessa grandeza me arrancam as frases feitas. Destroem meus clichês :(

     Tal como, outras histórias que de tão simples complicaram minha resenha minha vida, nesse não resumirei enredo ou inutilmente simplificarei "inicio, meio e fim". Tentei...

     Nem mesmo o leitor mais leigo e avesso a História, sentira dificuldade de compreensão sobre a analogia embutida nessa trama. George Orwell apresente em uma clara declaração sarcástica, a formação de um sistema opressor, ditatorial e persuasivo. Que não necessariamente se construí com base em lideres caricatos e idolatrados; Pois aqui, observamos a capacidade de expansão de uma população oprimida. Não apenas isso, mas também, a predisposição desse mesmo grupo oprimido em popularizar "poder" e dominar de forma violenta seu povo, corrompendo seus próprios valores.
    O assunto, ideologia, também não poderia estar à parte. Como se construiria a base de um grande alicerce para uma nova sociedade se não houvesse a ideologia/esperança de um mundo melhor?. A vida dos bichinhos assemelha-se a nossa, quando forçamos a memoria e voltamos a alguns meses atrás: Período eleitoral. Em meus poucos anos no cargo de cidadã, nunca havia presenciado um ringue eleitoral, tão disputado por parte dos eleitores. Idolatramos os governantes, como se ali existisse algo a lutar. Ideologia pouca, maquiada. Votar dessa forma é ilusão, é utopia.
    A revolução dos bichos consegue retratar da maneira mais simples e divertida, assuntos sérios, "visados", passando despercebido pela multidão, que segue em fila, um a um, ao caminho da alienação em massa.

“Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais do que outros”

Mais que livro do ano. Livro da vida!
Ps: Deveria ser leitura obrigatória das escolas. Aprender socialismo e comunismo sem odiar história #sonho

NOTA:  *  *  *  *  *

RESENHA: FELIZ POR NADA

Que livro leve! *-*
      É no termino de livros nesse padrão que recordo como as crônicas são elementares e surpreendentes. Como esse gênero, quando mal explorado pode causar sérias rachaduras. E como a mesma cicatriz pode curar-se com apenas uma troca de adjetivos ao passo de algumas rimas, finalizando com a mais simplória identificação ... Bum! Surge o grande efeito da crônica. Simples assim? Claro. Para quem possui o dom como ela, todo texto de duas páginas, torna-se best-seller.
      O nome dela? Matha Medeiros. Jornalista ... Pronto, não preciso me desmanchar em elogios, "tá explicado" kkkkkk
      Segundo livro de coletânea de crônicas que leio e segunda vez que termino a leitura com um sentimento de tranquilidade. Matha aborda todo e qualquer tema, bem a sua maneira, sem estereótipos ou conceitos moralistas. Tranquilos e leves, cada crônica torne-se uma surpresa, pois, nunca se sabe se na próxima página uma nova Martha tomará espaço. A cada texto uma mulher, mãe, esposa, jornalista, sonhadora, atrevida, aparece, e certeza: Você se identificará com todas.
      A escritora consegue traduzir a alma, desejos e anseios de pessoas comuns, em uma narrativa particular e própria, do "jeitinho" mais gaúcho possível.
      Amei inenarravelmente inúmeros textos, me enxerguei. Alguns apenas me deparei pensando: "Poxa, que lindo", mas até esses simples e corriqueiros possuíam uma mensagem que de tão intima e oculta, era gritante dentro de mim. Cada crônica te atinge de um angulo, em uma ferida, em algum aprendizado, mas ao todo e no grande resumo da obra, o livro carimba seu registro... Seja feliz, por nada (tudo)

TOPTOPTOP: "Quando Deus aparece", "Dentro de um abraço", "Feliz por nada", "Carta ao Rafa", "Depois se vê", "A elegância do conteúdo", "Na terra do se", "A perca", "Quando o chatos somos nós".

"Deus me aparece nos livros, em parágrafos em que não acredito que possam ter sido escritos por um ser mundano: foram escritos por um ser mais que humano. Deus me aparece - muito! - quando estou em frente ao mar. Tivemos um papo longo, cerca de um mês atrás, quando havia somente as ondas entre mim e ele. A gente se entende em meio ao azul, que seria a cor de Deus, se ele tivesse uma. Deus aparece quando choro. Quando a fragilidade é tanta que parece que não vou conseguir me reerguer. Quando uma amiga me liga de um país distante e demonstra estar mais perto do que o vizinho do andar de cima. Deus aparece nas preocupações da minha mãe, que mãe é sempre um atestado da presença desse cara. E quando eu o chamo de cara e ele não se aborrece, aí tenho certeza de que ele está mesmo comigo"
 

NOTA: * * *

RESENHA: O CÉU ESTA CAINDO

O "pai" do suspense novamente me deixou sem folego.

    Se houvesse uma família real americana a coroa seria dos Winthrop. Sempre simpáticos, carismáticos e voltados para ações de caridade, são o exemplo de pessoas "comuns" a sociedade hipócrita e narcisista que convivemos hoje. Entretanto, a um ano algo estranho vem acontecendo ao redor dessa família: Os pais, filhos e irmãos estão morrendo acidentalmente um a um. Sem pontas soltas e qualquer rastro pelo caminho, os acidentes não levantam suspeita a maioria. Tudo visto como um grande desastre... menos a Dana Evans.
     Dana é jornalista, curiosa e dispensa um não como resposta olha eu ai kk. Enxerga nas mortes uma possível conspiração ou vingança. Desconfiada da tamanha coincidência resolve investigar o caso profundamente. Envolvida na busca de fatos, Dana viaja para vários cantos do mundo em busca de alguma pista. Poucos colocam fé em sua capacidade, mas aos poucos os suspeitos vão surgindo e nesse instante o suspense começa.
     Sheldon possui o dom de deixar o leitor sem folego, a cada troca de página o aperto aumenta e o misto de vontade de atirar o livro na parede e abraçá-lo se confunde. Mil suposições passaram pela minha mente, porém o desenrolar é tão bem entrelaçado e rápido que é obvio, errei.
Daria para contar nos dedos as poucos vezes que me arrisco a ler um suspense, mas sempre que penso no gênero, dois mestres se sobressaltam na memoria: Sidney Sheldon e Dan Brown esse fica para uma próxima resenha.

Recomendo muito!

 " - Vocês, porras de jornalistas, não podem deixar os mortos em paz? São todos um bando de coiotes, que vivem investigando e denunciando corrupção politica e administrativas, roendo cadáveres...
Dana ficou sentada ali, absorvendo o choque."



 NOTA:  * * * *

RESENHA: TODO DIA

"Se você olhar no centro do universo, existe frieza lá. Um vazio. No final das contas, o universo não se importa conosco. O tempo não se importa conosco.
É por este motivo que temos que cuidar um do outro"

Sensacional. Meu livro do ano!
    Como é difícil descrever o amor, a experiência, a vida. É exatamente essas três palavrinhas que construíram esse livro. Nada como um sentimento (amor), a vivencia (experiência)e a oportunidade (vida). Esse conjunto de fatores - apresentado pelo melhor protagonista de todos - tornaram a história perfeita.
    A vida de "A" é diferente de tudo o que já li. "A" apenas existe, não possui gênero feminino ou masculino, além de não possuir um corpo físico. Dia após dia ele - e vou usar o artigo masculino para se referir a 'A' apenas para seguir a escolha da editora -, acorda no corpo de uma pessoa diferente. Essa pessoa pode ser qualquer um: Homem, mulher, rico, pobre, depressivo, feliz...
A, procura fazer o seu melhor, agindo no piloto automático e tentando não se interferir em questões que possam prejudicar seu hospedeiro. Apenas passa sem deixar rastros.
    Ele não possui pais, família ou qualquer pessoa no mundo que tenha ensinado a viver. Depois de muito sofrer quando criança e aprender aos tropeços como a sua vida era e quais suas condições, percebeu que o apego era algo doloroso e A, vivia até que confortavelmente na sua solidão. Entretanto, não poderia passar despercebido pelo amor; Eis que um dia acorda no corpo de Justin e acaba se apaixonando por Rhiannon, mas como manter uma relação se no dia seguinte tudo muda ?
    Devid Levithan escreve muito bem, e possui o dom de encher seu olho de lagrimas.
    Todo dia é leitura de ficção reflexiva, correndo longe do clichê, com vários trechos que te faz pensar como pode ser esse ser 'humanozinho' tão pequeno?. Pois, A, vive uma luta por um amor impossível, mas por vezes esqueci que ele estava apaixonado, porque o enredo é bem mais profundo. A maneira como A vê o mundo é celestial, só mesmo uma pessoa tão desprendida de crenças, padrões, influencias e sociedade para enxergar todos IGUAIS. Ta, ok, todos iram dizer que não fazem separações ou estereótipos, mas deixe de lado a hipocrisia velada. Fazem sim. A, que viveu todas as realidades em todas as escalas hierárquicas consegue ser puro (não ingênuo) e nos mostra como a sociedade influencia desde a infância e como o ser humano desenvolve a personalidade conforme o ambiente que vive.
    Enfim, o romance não é mimimi e Todo dia também me conquistou por todas as mensagens embutidas nesse tema: Como o amor sincero não é movido por crença, beleza ou cor, que para esse mesmo sentimento a distancia não abala em nada, que podemos sim viver com pouco se tivermos pelo menos alguém para nos segurarmos, e que se apegar não é tão ruim.

Por fim, não se engane, a intenção do autor não é explicar as condições de A, não espere respostas para todas as perguntas.
E o final? *---------------*  Obvio que chorei

"E quanto a religião, quer você acredite em Deus, Javé, Alá ou qualquer outra coisa, é provável que, em seu coração, vocês queiram a mesma coisa. Por uma razão qualquer, nós nos concentramos nos dois por centro da diferença, e a maior parte dos conflitos que acontecem no mundo é consequência disso."

NOTA:  *  *  *  *  *

CRÔNICA: PRAIA

 

     Pisando em ovos eu vou seguindo. De grão em grão me habituando aos milhares de átomos que de tão pequenos não consigo segurar apenas um. De cor clarinha e meio úmida vou caminhando em frente.
     Era verão, terça-feira de abril de algum ano qualquer ao qual minha memória não se apega. Diante de poucas nuvens no céu e de um azul absoluto, ao som de um bater de águas, olho a minha frente, eis ali uma imensidão de águas transparentes que se misturam.
     Observando o horizonte de direita a esquerda, até onde meu campo de visão permite não encontro o fim. Com ondas fracas que por vezes me remete a espumas, chego a pensar que finalmente encontrei meu lugar no mundo.

   
 

RESENHA: QUEM É VOCÊ, ALASCA?

''Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então, voltei para o meu quarto e desabei no beliche debaixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era a garoa e ela, um furacão.''

   E novamente John Green quase conseguiu me conquistar. Não foi dessa vez \:
Poxa, a história não se limita a um romance adolescente. Há crescimento pessoal na maioria dos personagens e Green introduziu trechos lindos no livro, só que faltou algo ou simplesmente ele tenha pesado a mão em apenas um mundo: Alasca.
   Milles Halter é um garoto fissurado em célebres últimas palavras. No tédio de sua vida sem emoção ou sequer um elo real de amizade, decide mudar de colégio, em busca de um Grande Talvez. Esse é o argumento que remete a mudança, ao vinculo com pessoas novas e a busca do novo.
   Milles não escapou de ser o nerd da historia, assim como em todos os livros de John, SEMPRE, eu disse SEMPRE, haverá um nerd com dificuldade de relacionamento. Superando esse ponto fraco, Milles aos poucos faz novas amizades e lá esta ela, Alasca.
   Alasca, até agora não consigo resumi-la em apenas uma ou duas, que seja três palavras, até porque talvez, e muito graças a Deus, ninguém seja um misero conjunto de três palavras. Alasca a minha interpretação não se trata de uma garota linda e deslumbrante, mas algo nela chama a atenção, atrai, me atraiu. Confusa, engraçada, sexy, envolvente, irritante... desperta curiosidade. Seu passado é um mistério. Só que pensando bem, em nenhum momento me peguei querendo descobrir, pois aquela Alasca por si só já me bastava, seu passado não me interessava, contanto que ela continuasse a ser quem era. Não, eu não sou lésbica rs, mas ela seria o tipo de pessoa que gostaria de ter como amiga.
   O livro se divide em duas partes, primeiro conhecemos o antes e do meio da historia em diante o depois. Tendo como titulo '20, 10, 5 dias antes' você se pergunta: Antes do que, Senhooooor?! QUE ANGUSTIA! kkkkk E quando o DIA D chega você se vê pensando: Volta para 100 dias antes, Senhor! Vá entender

   A historia é fofa, mas a repetição do tema, Alasca e a forma como o livro quase que inteiro rodou em torno do umbigo dela me cansou. Ok, ela era o assunto principal, mas existiam outras vidas ali, personagens que também mereciam espaço. Enfim, até agora estou na duvida se Alasca era a protagonista ou antagonista. Talvez e bem provavelmente seja os dois, mas deixo no ar...

'' Ela me ensinou tudo o que eu sabia sobre lagostins, beijos, vinho tinto e poesia. Ela me mudou.''

NOTA: * * * *

RESENHA: A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO D'ÁGUA

  Entre os botequins da Bahia viveu Quincas Berro D'água, homem de muitas mortes. Antes da vida boêmia a qual vivia, regada a noites sem fim, era Joaquim Soares da Cunha. Homem respeitado, pai de família, porém a morte de Joaquim é apenas a primeira, de muitas a seguir.
  Jorge Amado nos apresenta, talvez, a real face do brasileiro, que luta e trabalha, não para se auto satisfazer, mas sim, honrar com seu compromisso como provedor de renda, exemplo a seus filhos e respeitado pela sociedade. E é na obra A morte a morte de Quincas Berro D'água, que notamos essa vertente, pois, enfrentar a morte é um desafio e enfrenta-la três vezes é ainda maior.

   O apelo da leitura não esta em questões póstumas, mas sim, em criticas indiretas a instituição familiar, o senso comum e a visão da sociedade.
  Joaquim Soares da Cunha ou Quincas Berro D'água como queira chamar, morre aos poucos, e a cada morte um elo é rompido. A cada morte um pedaço de Joaquim/Quincas é estilhaçado.

   A obra de divide em três momentos, como mencionei no começo da resenha. Contudo, não comentarei sobre essas divisões. Pois, assim como nossa principal obra realista, As memórias póstumas de Brás Cubas, a história apresentada por Jorge Amado, também possui o apelo de passado, com esclarecimentos e possíveis arrependimentos. Entretanto, diferente de Machado, Jorge lança uma proposta modernista, com características e espaço totalmente brasileiros, além do bom humor.

O leitor repensara os motivos de valorizar tanto a questão do ''ter ao invés do ser''.
 “– Me enterro como entender / na hora que resolver. / Podem guardar seu caixão / pra melhor ocasião. /Não vou deixar me prender / em cova rasa no chão”.

 Terminará a leitura com um gostinho de Bahia (:

NOTA:  *  *  *

RESENHA: COMO (QUASE) NAMOREI ROBERT PATTINSON

'' Fiquei dois meses sem comer Kinder Ovo e, por causa disso, não consegui a surpresinha em miniatura que faltava na minha coleção. Seja razoável e não me julgue para uma vida inteira.''

  Não, não se trata de um livro com apelo twilight.
  Tem sim, suas partes de mimimi e muita aversão pela protagonista, e um triangulo amoroso bem do indeciso, MAS, não é Crepúsculo rss.
  Poxa, sofri bullying por ler esse livro hahaha. Desde a Bienal de 2012 sonhava com essa aquisição. Eram só elogios a Carol Sabar, e a minha curiosidade só aumentava. Bem, depois de um ano na estante, finalmente, peguei para ler, e nossa, adorei!
  Duda, sua irmã e mais duas amigas estão com as malas prontas para o intercambio dos sonhos. Do Rio de Janeiro a Nova York, com expectativas lá nas alturas e um desejo secreto: trombar com Robert Pattinson em alguma esquina. Duda, assim como suas amigas vai para estudar, mas seu lado crepuscólica não a abandona.
  A vida da protagonista não gira em torno apenas de Edward Cullen, ela faz amizades, inimizades, se mete em algumas tretas, e ooown, se apaixona, e é a partir daí que entramos na 'síndrome de Bella Swan' sim, isso existe rss, caracteriza-se pelo pânico em ficar longe da pessoa amada. Grande pré-disposição em se envolver em triângulos amorosos. Virgem. Se auto avalia como o patinho feio da família e possui o dom de não enxergar o obvio e fantasiar o improvável. Pronto, resumi Eduarda x Bella em poucas palavras. Deu para entender? hahaha. Ok, Duda não bate o recorde de chatice como Bella, mas tem tudo pra isso, quem sabe com mais três livros pela frente ela não chega aos pés de Bella ?!.
  Sim, Duda me irritou. Mas graças a Deus, uma história não se faz com apenas um personagem, e os secundários superam as expectativas e conseguem tirar o melhor de Duda: seu senso de humor e sua incrível cara de lata. Forma-se assim um livro bem humorado e nada pretensioso.

 Não pude deixar de observar um Chick lit com inúmeras características de Marian Keyes, desde a capa até a forma como a Carol nos apresentou página a página os pensamentos (nada discretos) da Duda.

  Para todos os simpatizantes de um bom Chick lit, BRASILEIRO.

''Sou tão burra em se tratando de inglês... Queria tanto aprender por osmose... Preciso tanto... Futura jornalista, sabe como é.''
 
Ps: Preciso dizer: Consegui chorar com esse livro.

NOTA:  *  *  *  *

RESENHA: ANNA E O BEIJO FRANCÊS

''- Como posso ter acreditado, por um momento, que não estava apaixonada por ele?''

  Como não se apaixonar por esse livro?!.
  Doce, essa palavra define tudo. Com um romance tão simples e sutil, Stephanie Parkins me conquistou.
  Anna estava decepcionada com a decisão de seu pai: ela iria estudar na França. Sem o mínimo de francês em seu vocabulário, simplesmente fica apavorada. Além de começar tudo do zero, em um país até então desconhecido, teria que abrir mão da convivência com sua melhor amiga, família e um grande candidato a futuro namorado. Tudo somado ao medo do enorme desconhecido que a aguardava.
  Contudo, ninguém é feliz sozinho e a passos lentos, mas bem guiados, Anna consegue se enquadrar em seu novo grupo. Entre esses novos amigos está o lindo, Étienne St. Clair.
  Durante a leitura é nítido o efeito de St. Clair em Anna. Ela o descreve como um príncipe, com sotaque americano e costumes tipicamente francês. Eu particularmente, não consegui enxergar esse DEUS, lindo e perfeito rss. Mas acredito que isso seja o mais bonito, pois Anna esta tão encantada que vê beleza onde não tem. Maior prova de amor que essa eu desconheço!
  Comprei esse livro a um ano sem a menor pretensão, não esperava NADA da leitura, e me surpreendi tanto. Logicamente não encontrei grandes questões existenciais ou a cura para o câncer, mas encontrei uma história adolescente em um cenário perfeito, com personagens que de tão bem construídos se tornaram quase que palpáveis.
  O romance é doce e puro, no melhor sentido de amizade e companheirismo. A ótima representação do que deve ser um namoro: querer o outro como queres a si mesmo, criando laços de amizade sincera antes mesmo do primeiro beijo. 

  Só diminui uma estrela porque a tradução deixou muito a desejar, juntamente com a diagramação e erros de concordância do tipo: Ele pensou isso ou falou?. O dialogo se confundi com o pensamento e isso me irritou ao extremo :(
  Você termina a leitura um pouco mais meiga. kkkkkk #temquever #sqn

''Gostaria que amigos andassem de mãos dadas com mais frequência, como as crianças que vejo na rua ás vezes. Não estou certa do porquê de termos de crescer e nos envergonhar de fazer isso.''

NOTA:  *  *  *  *

RESENHA: O PEQUENO PRÍNCIPE

'' - Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração...''

  Hoje irei fazer diferente. Não farei uma resenha, comentarei as emoções e os sentimentos que o príncipe causou em mim.
  Apaixonada por histórias infantis e fã assumida de fantasia, trago hoje minha experiência com umas das leituras obrigatórias para todos os adultos, é ADULTOS.
  Aparentemente uma leitura infanto-juvenil, contando com adaptações de aquarelas do próprio autor. Ledo engano. Segue minha humilde tentativa de expressar em um conjunto de palavras o que me falta em voz/fala.
  Já li e reli o clássico de Antoine de Saint-Exupéry. A primeira por curiosidade, segunda por saudade e terceira por admiração e por necessidade de introduzir a mensagem do livro em minha fase atual. Apesar de tantas releituras nunca havia me limitado a realizar nenhuma resenha, por um motivo obvio: De todos os períodos que invadi o pequeno mundo do principezinho, a mensagem nunca se repetiu. Três leituras, três momentos, três mensagens.
  Algo como poesia, cada leitor interpreta a sua maneira, retira da obra seus ensinamentos próprios, e talvez seja esse o ponto principal da maestria apresentada na leitura. Talvez e bem provavelmente seja nesse momento que nos apaixonamos pela inocência do pequeno garoto, pela amizade sincera que ultrapassa idades e pela importância de jamais deixar de acreditar em si e em seus sonhos.

'' - As estrelas são todas iluminadas... Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua?''


RECOMENDO. Livro de cabeceira ao alcance da mão, dos olhos. Do coração. Leitura pra vida toda.


NOTA: *  *  *  *  *

RESENHA: BELO DESASTRE

'' - Eu sabia, no segundo em que te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era algo em você. Era simplesmente você.''

  Belo Desastre é mais um desses estouros de sucessos literários no mundo, com vários elogios e traduzido para aproximadamente 12 idiomas, se já não fosse muito toda essa repercussão teve os direitos cinematográficos comprados pela Warner Bros. Ufa!

  Abby Abernathy, muda-se para Eastern com sua melhor amiga - América - apenas com o objetivo de esquecer seu passado e tentar levar uma vida 'dentro dos padrões', sendo uma boa aluna e se mantendo distante de confusões. Obviamente as coisas passaram longe do planejado por Abby  para a nossa alegria!.
  Eis que surge, Travis Maddox. Nada convencional, com suas costas largas, abdômen definido, braços fortes e cheio de tatuagens (todas gritam!). TOTALMENTE O MEU NÚMERO #coitada rs.

  Ambos se conhecem depois de uma luta, que detalhe: O lutador é Travis  gritam novamente, rs. Abby tenta durante até muito tempo, manter-se afastada do bad boy da faculdade, mas é inevitável a aproximação já que América namora com Shepley, primo e amigo de Travis. Com a desculpa mais tosca do mundo * problema no aquecimento de água dos dormitórios * as duas amigas partem para o apartamento dos meninos.
  A principio, Abby deixa bem claro que o único envolvimento entre os dois será de amizade. Travis, que não esta nenhum pouco acostumado a ser dispensado, fica intrigado, mas continua levando sua vidinha com relacionamentos de apenas uma noite.
  A relação dos protagonistas é um jogo. A química do casal é quase que palpável, o leitor sente o entrosamento. A leitura possui um lado erótico, mas nada forçado ou vulgar. Nas cenas de sexo notei amor, desejo, carinho e não putaria, submissão ou doença; Tudo acontece como consequência de uma relação saudável entre um casal que realmente se gosta. #DescupeFãnsde50tons
  Ressaltando que o único motivo para não fechar essa resenha com 5 estrelas, foi em relação a leve inclinação da personalidade possessiva de Travis. Ok, sei que ficou meio contraditório agora, mas foi assim que me encontrei nas páginas onde nosso bad boy se apresentava como um 'machão'. Por vezes possessivo, violento, perigoso e durante a leitura desenvolveu uma dependência doentia por Abby. Certas atitudes não achei nada românticas, pelo contrario, machistas. Mas por outro lado, Travis é muito real, não gostei desse seu lado obscuro, mas seu bom coração e suas atitudes de amizade e carinho por seus amigos é maior que seus defeitos e tudo se explica melhor quando conhecemos seu passado.
  A leitura é viciante, um capitulo e todo o cenário muda de lugar, um acontecimento inédito atrás do outro. Gente, vicia!

''Depois que desci da moto, dei um tapa no ombro dele.
- Esqueceu que eu estava com você? Está tentando me matar?
- Fica difícil esquecer que você está atrás de mim quando suas coxas me apertam tanto que quase me matam. - Com a próxima fala dele, veio um sorriso malicioso. - Pra falar a verdade, eu não consigo pensar em uma forma melhor de morrer.''


  Deixando muito bem explicadinho que ter gostado da leitura não quer dizer que concordo com todas as atitudes de Abby e Travis, porém assim como muitos também fui consumida pelo furação, Belo Desastre.

RECOMENDO!

NOTA: *  *  *  *

RESENHA: O PACIFISTA

''É impressionante que todo o mundo esteja disposto a ir a outro país lutar pelos direitos de estrangeiros e, ao mesmo tempo, não dê a mínima para os de seus próprios compatriotas.''

  Já de cara admito, sou fã incondicional de John Boyne. Me apaixonei de cara por O menino do pijama listrado e novamente não me decepcionei. Boyne, trata de assuntos tão pesados e polêmicos, mas ao mesmo tempo com tal delicadeza e sutileza que é como se estivesse descrevendo seu café da manhã. Provavelmente seja meu escritor favorito do gênero: Guerras. Amo histórias antigas relacionadas a 1º/2º Guerra, Estado novo, Hitler. (adoro chorar, rs).
  A capa não é das melhores, mas só pelo nome JOHN BOYNE estar estampado já esclarece muitas perguntas. Lançou algum livro do autor? Nem perca seu tempo lendo a sinopse; Comece a leitura; Se emocione; Chore e o tenha como um dos melhores livros da sua vida. Enrolei tanto só para mostrar que segue a tentativa a resenha de UMA DAS MELHORES LEITURAS DE 2014.
  Após lutar na Primeira Guerra Mundial, Tristan Sadler um ex-soldado resolve tomar coragem e marcar um encontro com Marian Bancroft. Marian é irmã de Will, amigo que Tristan conheceu no treinamento, antes de guerrear contra os alemães no norte da França. Com a intenção de devolver as cartas que ela escreveu ao irmão durante a guerra. Além das cartas, Tristan possui outros assuntos a tratar com Marian, assuntos esses que o atormenta a tempos.
  Tristan relembra o passado, desde a infância até o período da guerra e todos os ensinamentos e conflitos que inevitavelmente teve que passar. O personagem principal vai se descortinando na nossa frente e mostrando como é difícil ir na contramão de assuntos já estabelecidos pela sociedade.
  A narrativa é em primeira pessoa, apresentando a perspectiva de Tristan sobre seu passado e seu presente. Com capítulos intercalados entre 1916 e 1919, com o fim da 1º Guerra Mundial. A principio Marian é odiosa, mas à algumas páginas a frente percebemos como o sofrimento moldou sua personalidade, muito forte por sinal.
  Enfim, o livro é maravilhoso. Obviamente é triste, não seria diferente principalmente pelo pano de fundo que possui, a Guerra. Sei que carregarei a tristeza da história por muito tempo, da mesma maneira que continuo carregando a mensagem de 'O menino do pijama listrado'.

''(...) Duas vezes apaixonado e duas vezes destruído por isso.''

VALE MUITO, MUITO A PENA. RECOMENDADISSIMO!

NOTA:  *  *  *  *  *

RESENHA: A PROBABILIDADE ESTATÍSTICA DO AMOR À PRIMEIRA VISTA

''Será melhor ter alguma coisa e perde-la, ou nunca a ter tido?''

  Terminar o livro. Sorrir. Fecha-lo. Pensar na vida: Melhor sensação do mundo.
  Foi exatamente dessa maneira que fiquei após o termino, é termino, não apenas do livro, mas do meu triangulo amoroso com Hadley e Oliver. Poxa, eles nem sabiam que eu estava lá, mas estava. Queria roubar o fofo do Oliver pro meu mundo, mas ao mesmo tempo me encantei com a linda Hadley e no fundo sabia que a história só seria tão maravilhosa como foi, se realmente eles estivessem em primeiro plano. #SOBREI, rs.
  Tinha tudo para se tornar apenas mais um livro clichê, com frases feitas e final totalmente previsível, tá certo que a historia em um todo é meramente previsível, mas a forma como é passado, o truque de palavras, a simplicidade do casal, tudo, tornou a historia incrível de linda, rs.
  UMA DAS MELHORES LEITURAS DE 2013 é, estou meio atrasadinha na divulgação da resenha. Conhecemos o casal mais fofo e compatível de todos os tempos.
  Hadley estava totalmente desanimada com a ideia de viajar para o outro lado do mundo, apenas para ver com seus próprios olhos seu pai casando com a 'britânica'. Com todo o corre-corre do aeroporto Had perde seu voo, e acaba sendo obrigada a esperar o próximo. Esse próximo voo conta com a presença de Oliver, um garoto misterioso, simpático, educado, atencioso, fofo, inteligente ... ufa. Perfeito, pronto. Conversas sem fim, assuntos em comum, era como se um já possuísse o manual de instruções do outro.
  O final é perfeito, assim como o resto do livro inteiro. Apesar de já saber o final do livro desde o 1º capitulo (no meu caso) não fiquei chateada, pelo contrario, não existia outro final, era para ser aquilo. Simples e fofo.

  Em 24 horas de convívio a vida de ambos dará um giro decisivo. Demonstrando até aos menos românticos eu que o tal 'amor á primeira vista' tem tudo para se tornar o 'verdadeiro amor da sua vida'.

''Leva certo tempo entre a ferroada, a dor e a consciência do que aconteceu''

RECOMENDADISSIMO!

NOTA:  *  *  *  *  *

RESENHA: LONGE DEMAIS

Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do colégio, da cidadezinha pacata. Ser livre, esse era o sonho da protagonista. A semanas de completar o ensino médio é flagrada bêbada, no local mais proibido da cidade junto com seus amigos.
   A fugidinha não deu muito certo e Meg sofre uma punição judicial: Uma semana acompanhando a rotina de um policial. O mais torturante é que a semana em questão é a mesma da viajem de formatura. Agora imagina, isso para a cabeça de um adolescente CHEIO de problemas, é complicado demais -.-
  Meg acompanha o vai e vem da vida profissional de John, um policial novo com passado misterioso. Ambos vão se conhecendo entre um turno e outro. John se sentindo responsável por Meg e a mesma louca para quebrar barreiras entre os dois.
   Novamente, não sei se estou meio saturada de livros adolescentes ou se simplesmente já estou velha para o tema (risos). Sério, pouca coisa me agrada. Não me apeguei a Meg, ao John até que sim, ele é cativante, carinhoso e por vezes muito compreensível com as neuroses da protagonista se fosse eu já teria dado um chute na Meg.
   Percebi também um romance muito forçado. De uma página para outra um já tem pensamentos eróticos com outro, e um capitulo depois descreve tudo como amor, pera...AMOR?. Não senti proximidade nenhuma entre personagem nenhum, nem no grau 'amizade' e muito menos 'paixão'.
   O erro ao meu ver foi esse: RÁPIDO DEMAIS :x
   Fora essas questões de química o livro segue bem a premissa do tema abordado; Conflitos adolescentes, descobertas, medo do novo e imaturidade totalmente tolerável em virtude da idade dos personagens.

''Inclinei-me para chegar mais perto, fingindo examinar os controles da sirene, e tentei cheirá-lo sem fazer muito ruído. Sem sucesso. Ele disse: – Tenho alguns lenços de papel no porta-malas.''
  
  Como sempre falo: Independente de tudo, leiam. Tire suas próprias conclusões. Jennifer Echols é muito elogiada e 'Longe demais' esta muito bem cotado no Skoob :D

BOA LEITURA!

NOTA:  *  *

RESENHA: O LADO BOM DA VIDA

   Pat Peoples, um ex-professor de história com 30 anos, acaba de sair de uma clinica psiquiátrica. Totalmente convencido que esteve por lá apenas alguns meses e a única coisa que se lembra é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um ''tempo separados''.
  Pat não tem noção do complexo e verdadeiro significado de sua estadia no ''lugar ruim''. É um personagem ingênuo e com dificuldade de relacionamento social. Com poucos amigos, uma família pequena e tumultuada, Pat, tenta ser uma pessoa gentil ao invés de ter razão como ele mesmo diz.
  Dentre a tantas pessoas novas na vida do protagonista, conhecemos Tiffany, a mais nova companhia de corrida de Pat. Tiff, também esta passando por um momento difícil e ambos iram compartilhar dores e experiências.
  Odiei o pai de Pat, um homem seco. Não gostei de Nikki, apesar de a conhecermos por descrições de Pat, não gostei da 'apresentação'. Amei o terapeuta de Pat.
  O livro me surpreendeu muito da página 200 em diante. Incomodou-me um pouco a enorme referencia ao futebol americano, esta certo que o esporte ajudou muito o personagem principal em seu relacionamento com sua família, os uniu, porém por vários momentos me esquecia da real premissa do livro de tantos e tantos capítulos voltados para partidas de futebol e jogos no estádio.
  Com todos os altos e baixos de Pat, o amei. De verdade. Acredito que foi justamente a sua ingenuidade e dificuldade de interação, que me encantou tanto. Torci tanto por ele e xinguei todos que o machucaram.
  Não se trata apenas de uma história de amor, mas sim de um exemplo de superação. Pat se reconstrói, se redescobre e você, leitor, se espelha nesta história de vida.

''Caro Deus, sei que seria necessário um milagre para Nikki aparecer amanhã no lugar em que ficamos noivos, mas, para minha sorte, você e eu acreditamos em milagres''.

TRAILER DO FILME:


RECOMENDO!

NOTA:  *   *   *   *

RESENHA: O DIÁRIO DE SUZANA PARA NICOLAS

  Aproximadamente um mês do termino do livro e só agora resolvi fazer a resenha. Isso geralmente ocorre quando gosto muito da história e fico meio que sem palavras para descrevê-lo, o que não foi o caso. Pois é, definitivamente não odiei, mas não morri de amores. De qualquer forma, segue minhas considerações...
  Katie Wilkinson vivia um ótimo momento profissional e amoroso, não se aguentava de tanta felicidade, até que Matt Harrison, seu atual namorado, decide colocar um fim no relacionamento sem maiores explicações. Katie, obviamente desmorona.
  Após um tempo do rompimento, Katie recebe uma encomenda de Matt, um diário. O diário de Suzana para Nicolas, nele Katie encontrara todas as respostas junto com novas perguntas para o comportamento do ex.
  Suzana, uma médica bem sucedida, mãe, casada e apaixonada por Matt, resolve escrever um diário para seu filho Nicolas, com todos os acontecimentos dos primeiros preparativos para maternidade até seu relacionamento com o pai de Nick.
  Conforme Katie avança na leitura do diário, tudo vai se encaixando, apesar das enormes novas duvidas que se criam, tudo é passo a passo esclarecido. Katie se apega as palavras de Suzana e a seu modo de ver a vida.
  O livro é dividido em três pontos de vista: Katie, Diário (Suzana) e Matt Harrison. Com isso conseguimos um panorama completo da história por todos os ângulos.  
  Não me apaixonei pela trama, apesar do final me surpreender de certa forma era uma das possibilidades esperadas desde o começo da leitura. Isso não é spoiler, Patterson nos apresenta possíveis finais para o livro durante a leitura, se destacando apenas por um detalhe...
  Por fim, sei que se trata de ficção e tudo nela é ilusório, mas odiei o fato de todos-TODOS os personagens serem nada menos que perfeitos; Generosos, lindos, ricos, humanos e ainda por cima casais exemplares, com amor, carinho, compreensão... Poxa isso não existe, clichê demais. Talvez seja esse detalhe do perfeito demais que me desagradou, porque em um todo o desenrolar da trama foi bem construído e o final apesar de triste e de ter deixado meu coração em pedacinhos, também não me decepcionou.

  Ta ai um livro clichê estilo Nicholas Sparks, só que com traços de escrita particulares de James Patterson.

"Preciso avisá-la, porém, de que algumas partes provavelmente serão difíceis de suportar. Nunca planejei me apaixonar por você, mas me apaixonei."

Acima de qualquer comentário: LEIA!

NOTA: *  *  *

RESENHA: HARRY POTTER A AS RELÍQUIAS DA MORTE/ DESFECHO DA SÉRIE

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL







''Não tenha pena dos mortos, tenha pena dos vivos e acima de tudo daqueles que vivem sem amor'‘.

ACABOU! :(

Pensei em colocar na resenha minha opinião sobre o ultimo livro da série, assim como fiz com os anteriores, mas achei mais propício comentar sobre a série em um todo. O desfecho.
Harry Potter é meu clássico particular. Aprendi tanto, mas tanto. Desde o 1º capitulo da Pedra Filosofal com o titulo ''O menino que sobreviveu'', não consegui arrancar essa magia da cabeça. Todos os personagens, conflitos, livros, filmes... tudo se tornou um só: Meu mundo alternativo. Minha série favorita, meus protagonistas favoritos Harry, Mione e Rony.
Perdi as contas de quantas vezes chorei, ri me emocionei e passei vergonha derramando lágrimas enquanto lia em público, rs. As inúmeras vezes que xinguei Snape e desejei que morresse antes do próximo livro começar. Desprezei com todas as forças Malfoy e seu grupinho estúpido. Lembro também quando joguei o livro pro lado no momento em que Dolores Umbridge castigou Harry. Sentia um aberto no coração todas as vezes que Harry era maltratado pelos tios. Queria abraçar e nunca mais soltar o Doby, sempre que defendia seus amigos como se fossem irmãos de sangue, ou até mesmo Hagrid, tão grande e tão sensível ao mesmo tempo. Dumbledore, nosso melhor professor. A família Weasley é aquela que sonhamos ter. Quis gritar 'eu te amo' para Sírius e quase desidratei de tanto chorar quando ele se foi. Sem contar a vontade de soltar um grande "Avada Kedavra" no Voldemort.
Tudo tão grandioso, intenso, se torna tão imensamente real para quem lê.
Nenhum dos sete livros deixou a desejar. Cada capitulo valeu a pena mesmo com seus altos e baixos, nada foi menos que INCRÍVEL. Tanto que qualquer elogio será pequeno comparado ao tamanho da obra e inteligência de Rowling.


- HOGWARTS SEMPRE EXISTIRÁ PARA AQUELES QUE PRECISAREM DELA!


NOTA: * * * * *
NOTA: 10 PARA O FECHAMENTO DA SÉRIE!